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Pinkfong (Baby Shark): entrada em bolsa arranca com dificuldades

Homem preocupado a olhar para gráfico descendente numa ação no portátil, sentado numa secretária de escritório.

A 18 de novembro, a empresa sul-coreana Pinkfong (Baby Shark) estreou-se em bolsa e os primeiros dias têm sido tudo menos tranquilos.

Como era de esperar, o tubarão infantil mais pegajoso da internet acabou por dar o salto para os mercados. A história de sucesso de Baby Shark continua a sorrir à Pinkfong, responsável por este fenómeno para crianças que quase todos os pais de crianças pequenas já ouviram (e repetidamente). Ainda assim, o arranque em bolsa não está a corresponder ao que a empresa sul-coreana antecipava.

O fenómeno Baby Shark e a ascensão da Pinkfong

Há (quase) 10 anos, o YouTube recebia um novo vídeo musical para crianças: Baby Shark. Hoje, esse mesmo vídeo ultrapassa 16,4 mil milhões de visualizações na plataforma, a que se somam várias criações derivadas também atribuídas à sul-coreana Pinkfong.

Uma entrada em bolsa complicada para o criador de Baby Shark

Com mais de 3 700 vídeos e perto de 84 milhões de subscritores, o canal Pinkfong gera cerca de 67 milhões de dólares de volume de negócios. Há poucos dias, o grupo deu um novo passo ao entrar em bolsa, com um preço inicial fixado em 38 000 wons em Seul, o que corresponde a cerca de 22 €.

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Depois de disparar até aos 61 500 wons, a ação caiu rapidamente para 30 000 wons esta segunda-feira, ficando abaixo do valor de estreia. Desde a introdução, o título tem vindo a recuar, dia após dia.

O que está a preocupar os investidores sobre a Pinkfong

O principal motivo? Para muitos investidores, está em causa a capacidade da Pinkfong de repetir um golpe de génio semelhante ao dos seus primeiros êxitos. Na ótica destes, o futuro da cotação dependerá sobretudo da aptidão do grupo para criar novas personagens fortes, expandir o seu universo e, acima de tudo, converter essas criações em fontes de receita duradouras e relevantes.

Vale lembrar que a empresa coreana já conta com várias filiais no estrangeiro, incluindo em Los Angeles e em Xangai, e que pretende instalar-se no Velho Continente ao longo do ano de 2026.

Nos próximos meses, o grupo terá de demonstrar que sabe “nadar” sem ficar eternamente ancorado ao sucesso de Baby Shark. Novas personagens, novas ideias, novas receitas: é tempo de largar as braçadeiras… e, idealmente, lançar novos êxitos capazes de mexer com os mercados tanto quanto com as crianças.


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