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John Elkann, da Stellantis, propõe nova fórmula para metas de emissões da UE em 2030

Carro desportivo elétrico branco estacionado em salão moderno com vista para cidade e turbinas eólicas ao fundo.

Vários construtores automóveis têm esbarrado em dificuldades para cumprir as metas de emissões de CO₂ definidas pela União Europeia (UE), e John Elkann, presidente da Stellantis, veio defender uma abordagem alternativa.

Proposta da Stellantis para as metas intermédias de 2030

Para as metas intermédias de 2030, o executivo pretende um método de cálculo semelhante ao que a UE admitiu para as metas de 2025, que passaram a apurar-se pela média entre 2025 e 2027.

Em entrevista ao Politico, Elkann avançou com a ideia de que os objetivos de 2030 sejam medidos ao longo de um ciclo de cinco anos - de 2028 a 2032 - em vez de terem de ser atingidos num único ano. A alteração, defendeu, deveria aplicar-se tanto aos veículos ligeiros de passageiros como aos veículos ligeiros de mercadorias.

Metas mais exigentes e críticas do setor

A discussão ganhou novo fôlego depois de, este ano, terem entrado em vigor limites 15% mais apertados do que os de 2020/2021, fixando a meta média em 93,6 g/km (WLTP). Desde então, vários construtores e fornecedores têm apontado a Bruxelas uma “falta de visão holística” e acusam a UE de estar a impor um plano “sem pragmatismo político” na transformação do setor.

“As metas de emissões de 2030 e 2035 não são, hoje, viáveis”, à luz da realidade industrial e geopolítica atual, afirmam a ACEA (Associação Europeia de Fabricantes Automóveis) e a CLEPA (Associação Europeia dos Fornecedores Automóveis).

Outras sugestões

Elkann defendeu também a implementação, a nível europeu, de um programa de abate mais abrangente, para incentivar a retirada de circulação de viaturas mais antigas e mais poluentes. O objetivo tem dois eixos: baixar as emissões ao acelerar a renovação do parque automóvel e, em paralelo, impulsionar a economia com incentivos que tornem os automóveis novos mais acessíveis.

O presidente da Stellantis salientou que o grupo não procura mudar a meta europeia de reduzir em 100% as emissões de CO₂ em 2035, mas espera que, após essa data, sejam previstas exceções para híbridos plug-in, elétricos com extensor de autonomia (EREV) e veículos que recorram a combustíveis alternativos.

Apelo à Comissão Europeia

O responsável pediu ainda à Comissão Europeia que integre estas propostas no pacote legislativo previsto até ao final do ano, no contexto da revisão antecipada das metas de emissões.

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